sexta-feira, 28 de junho de 2013

Episódio 5 - 7 Things

Não tem como fazer sentido porque a vida não tem sentido. Nascer para morrer? Amar para se decepcionar? A vida é feita de desapegos, do início ao fim. — Querido John.

Nova York 13:30 p.m

 Ainda na casa e seu "amigo", Joe e Jacob estavam literalmente fugindo de um problema que teriam que enfrentar. Joe conhecia muito bem o pai que tinha, e Jacob sabia disso, mas não recusava uma aventurazinha com o amigo.
"O telefone tá tocando." — falou Joe, se levantando da grama ao ouvir o toque irritante do telefone.
"Telefone?" — Jacob "acordou".
"É! Onde está..." — Joe tateou a grama e o pano debaixo de si. "Ali!" — apontou para perto da piscina.
"Que olhos, hein!" — Jacob ironizou, pegando o telefone das mãos de Joe "Vamos lá! Vou atender porque pode ser da escola." — ele atendeu — "Alô, boa tarde?" — Jacob fazia uma voz diferente, mais grossa, mas depois de 2 minutos sua voz voltou ao normal — "Ah, ele não está, saiu a uns 2 dias, quem fala?" — em seguida olhou para Joe, tirando o telefone do ouvido, sussurrando — "É uma tal de Olívia, amiga do Alexander." — Joe deu um sorriso malicioso, igualmente do de Jacob, e o garoto colocou no viva-voz, fazendo Joe chegar mais perto e escutar.
"Ah, eu queria convidar ele pra ir no Café Loud, que vai inaugurar hoje a tarde." — falou Olívia.
"Não importa, Olívia. O Alexander não está, mas eu estou." — Joe agarrou o telefone da mão de Jacob.
"E quem é você?"
"Um amigo dele. Mas agora eu estou com outro amigo. Que tal pegarmos você e sairmos os quatro? Você tem uma amiga?" — Joe e Jacob se encararam com risadas discretas.
"Tenho, mas como vamos reconhecer vocês?"
"Ah, nos reconhecer vai ser fácil. Somos os mais bonitos, estamos na moda, e além disso temos um carrão. E aí?" — Jacob soltou uma risada aos sussurros. Olívia também riu.
"Pode ser."
"Perfeito! Então nos vemos a tarde." — Joe desligou e Jacob soltou um grito eufórico.
"A gente vai se dar bem, cara!" — gritou o garoto, batendo no ombro de Joe — "Mas como nós vamos transformar um táxi num carrão?"
"Jacob, deixa de ser burro! Vamos com o carro da sua mãe." — Joe deu de ombros.
"Ah não, cara, nada disso." — Jacob ficou sério — "Você sabe que eu te apoio em tudo, mas sair com o carro da minha mãe não, ela não vai gostar nada disso..."
"Cara, ninguém vai ficar sabendo. Vai dar tudo certo. Eles vão estar a mais de 500 quilômetros daqui."
"Joe..." — Jacob balançava a cabeça, desaprovando.
"Você avisou os seus pais que eu iria ficar na sua casa, não foi?"
"Não, isso não importa. Com todos os amigos que chegam com o meu irmão meus pais nunca sabem quem está aqui e quem não está." — ele suspirou — "Mas tudo bem, você ligou para os seus pais, cara?"
"Não." — franziu o nariz — "Mas depois eu ligo. Vamos entrar?" — apontou para a piscina.
"Vamos nessa!" — os dois tiraram as camisas mais uma vez e pularam na piscina.

Quarto de Selena, Highland Private School — 14:00 p.m

"O que foi, Isabella?" — perguntou Selena, vendo a amiga olhar cabisbaixa para o chão enquanto ela se olhava incansavelmente no espelho.
"Não é nada, mas é que... Eu não gosto de deixar você sozinha." — respondeu Isabella, se virando para Selena — "A Ava já foi e..."
"Não, a Ava vai ficar fora pouco tempo." — Selena se levantou, indo para perto de Isabella — "Além disso, não vou ficar sozinha, vou ficar com todo o pessoal do Vacance Club."
"Ah amiga, os losers, os perdedores!" — Isabella a olhou irônica.
"Ah, eu sei! Mas lembre-se que eu gosto de transformar as pessoas. Eu gosto que uma menina ou um menino que seja de um jeito de repente se transforme em alguém como você ou como eu." — ela falava caminhando para sua cama, com Isabella a seguindo — "E tem mais, sabe o que eu pensei? Que nessas férias eu vou andar muito com as alunas novas, porque eu vou transformá-la no meu mais novo projeto, e isso leva muito tempo. Não é?"
"Selena, você não me engana." — Isabella colocou as mãos na cintura — "Você acha tudo isso muito legal, mas eu sei que você tá super mal por causa do seu pai."
"Qual pai?" — Selena juntou as sobrancelhas, se fazendo de desentendida — "Eu não tenho nenhum pai. É isso aí." — ela se levantou e derrubou o retrato de seu pai da cabeceira — "Escuta, Isabella, eu sou uma menina órfã. O que você acha? Agora vai embora que estão te esperando!" — ela apontou para a porta e voltou a se sentar na cama.
 Isabella sorriu e se sentou ao lado de Selena.
"Selena, sabe... Eu fui o seu melhor projeto. Eu não existia. Graças a você, todo mundo me conhece. Eu nunca vou ter como te agradecer por isso." — Isabella deu um leve sorriso.
 Selena mexeu em algumas mechas da amiga, dando um sorriso doce de alegria. Amava Isabella tanto, que a garota nem podia pensar. Eram amigas fiéis, e sempre seriam.
"Sabe o que você tem que fazer agora?" — Selena a encarou — "A dieta, mocinha!" — Isabella revirou os olhos e as duas se levantaram. Não era de hoje que Selena mandava esse mesmo papo, só por Isabella estar acima do peso — "Vem cá, temos que conversar muito sério. O assunto é aquele, chocolate excessivo!"
"O que?!"
"Sem chocolate, falou?" — as duas riram — "Agora vai, amiga. Faz um dieta."
"Ok." — Isabella se virou para pegar sua mala.
"Não se vista que nem uma idiota e encolha essa barriga. Agora vamos andando, do jeito que eu te ensinei..." — Isabella pegou sua mala e ela e Selena saíram do quarto.

Highland Private School — 14:30 p.m

A limusine de Sophia havia acabado de "pousar" na entrada do Highland. A glamurosa cantora famosa saiu e já recebeu vários olhares em cima dela, do que ela gostava. Deu uns sorrisos e recebeu uns olhares nervosos, mas logo olhou para o lado e não viu Demi. Sophia bufou e olhou para dentro do carro.
"Anda, Demi, sai logo desse carro." — insistiu Sophia. Demi revirou os olhos — "Anda!"
 Demi bufou e saiu bufando do carro. Sua mãe a olhou com reprovação. Demi saíra do visual de cabelo preto para um loiro com mechas azuis. A garota tomava uma lata de Red Bull e não encontrava os olhos da mãe.
"Justo hoje tinha que pintar o cabelo com essas cores, não é, filha? Não é uma boa imagem pra um colégio."
"O velho decrépito paga a conta, então... Perfeito! Vão ter que me aceitar do jeito que eu sou, se não eu vou embora feliz da vida." — ela revirou os olhos, dando mais um gole na lata.
"Por favor, Demi, faça um esforço. Pelo menos uma vez na sua vida tem que fazer uma coisa que não quer."
"Tá, mas olha o que eu tenho que fazer. Olha só, mãe, parece que eu to no jardim de infância! Olha, tem bebê! Parece que eu vim desfilar de lancheira, isso sim." — ela se encostou no carro, bebendo mais uns goles do energético.
"Mas... Eles tem a mesma idade que você, Demi."
"Rá! Física e não mental. Eu estou a anos-luz deles." — ela deu um sorriso irônico.
"Demi, são só 2 anos, está bem? Quando se formar eu pago uma viagem pelo mundo, mas agora comporte-se bem, por favor." — Sophia suspirou, passando as mãos no rosto de Demi — "Demi, eu morro se me separar de você, filha. Eu te amo."
"Mãe, porque não joga gasolina em mim e acende um fósforo?" — Demi arrancou as mãos de Sophia de si — "Se quer me queimar, não precisa me abraçar no meio de toda essa gente, fala sério!"
"Demi, eu... Eu só quero te fazer um carinho, filha." — tentou acariciar Demi novamente.
"Mãe, não faz drama, ok?" — Demi suspirou, sussurrando — "Ninguém vai nos separar."

"Você já viu a aluna nova?" — falou Selena com Isabella quando chegavam á entrada da escola, onde continha uma enorme aglomeração de alunos que chegavam. — "Ah, tadinha! Ela é daquelas que acordam e colocam a primeira roupa que encontram."
"Que horror, né?" — resmundou Isabella.
"Não, Isabella, não é um horror. Porque assim eu tenho alguma coisa pra fazer." — sorriu — "Só que eu acho que vou levar o verão inteirinho pra transformar essa coitadinha, porque essa é uma missão muito complicada."
"Você quer dizer missão impossível, não é?"
"Não, não! Pra Selena Gomez nada é impossível, queridinha! Vem!" — disse ela, puxando a mão de Isabella e a levando para perto da limusine gigantesca que se instalara ali, que na verdade as duas estavam falando de Demi, que ainda conversava com sua mãe — "Oi! Eu sou Selena Gomez." — estendeu a mão para Demi, com um enorme sorriso. — "E você?"
 Demi revirou os olhos, como se não tivesse nem percebido a chegada de Selena.
"Oi. Eu sou Sophia Jones." — Sophia apertou a mão de Selena, vendo que Demi não iria fazer isso — "E essa é a minha filha Demi. Cumprimente essas meninas lindas, Demi, por favor." — Sophia cerrou os dentes, torcendo para Demi ser o mínimo de legal.
"E aí." — Demi disse, dando mais uns goles na bebida.
"Oi." — Selena falou novamente, dessa vez mais baixo e com certo tom de desprezo.
"Fica conversando com elas que eu vou ver o diretor, está bem? Com licença." — Sophia deu um sorriso simpático para Selena e Isabella e saiu, deixando as três juntas.
"Olha, me desculpa, mas... Eu não sei, eu acho que a sua mãe não gosta muito de você. Ela só compra essas roupas feias pra você, não é?" — Selena disse, franzindo o nariz — "Mas não se preocupe! Eu entendo muito de moda e hoje vamos fazer um ritual. Vamos queimar todas essas roupas feias que você trouxe, e eu tenho roupas novas incríveis, e eu posso te emprestar, são lindas, você vai adorar!" — ela mostrava um sorriso radiante. Demi apenas sorria, e se perguntava em que hospício havia vindo parar dessa vez.
"Acho que primeiro temos que levá-la ao salão de beleza, porque ela precisa mudar esse visual." — falou Isabella, num tom decadente. Demi as olhou séria por falarem de seu cabelo, agora multicolorido.
"É, tem razão." — Selena avaliou o cabelo de Demi.
 Demi riu e se aproximou das garotas.
"Não tanto quanto vocês duas precisam de uma mudança de cérebro!" — e colocou a lata da bebida no meio dos seios de Isabella, fazendo a garota gritar e pular pra trás.
"Que isso! Tá gelado, sua idiota!" — Isabella gritou, tirando rapidamente a latinha de sua roupa. Selena a encarou espantada e aquilo já estava atraindo olhares curiosos pra garota nova.
"Espera aí, qual é o seu problema?" — Selena arfou.
"Ué, era a coisa mais parecida com uma lata de lixo que eu encontrei. Redonda e verde." — Demi riu.
"Você é uma estúpida!" — gritou Isabella, bufando.
"Não, espera! Você não vai fazer isso com a minha amiga!"
"Fica calma, menina, também tem pra você." — Demi pegou a latinha das mãos de Isabella e jogou o líquido na cabeça de Selena. A garota gritou espantada, empurrando a mão de Demi.
"O QUE ESTÁ PENSANDO?!" — gritou Selena, cheia de ódio. Os alunos ali se aglomeraram em maior número, soltando risadas.
"Tchauzinho, meninas. Bom conhecer vocês." — Demi sorriu e caminhou para dentro da escola.
"Meu cabelo! Me ajuda, Isabella!" — Selena estava apavorada, e já sabia com o que teria que lidar.

Nova York — 16:00 p.m

"Hey love, you wanna be my girl..."Joe cantarolava um rap com Jacob enquanto os dois se encaminhavam para o Café. Joe tamborilava com os dedos no volante enquanto cantavam, e após muitas discussões, tinham conseguido pegar o carro da mãe de Jacob.
 Chegando no local, Joe e Jacob rolaram os olhos procurando as garotas. Viram duas garotas sentadas em uma mesa na parte de fora. Uma delas é loira dos cabelos cacheados e olhos azuis, a outra morena que fumava um cigarro. *roupa da loira* *roupa da morena*
"Devem ser aquelas ali." — falou Joe, estacionando o carro.
"Elas são mais velhas do que a gente!" — Jacob pareceu assustado.
"Tranquilo, Jacob, deixa comigo. É melhor que elas sejam mais velhas, não é?"
"Claro!" — Jacob riu.
 Joe abriu o teto solar do carro e os dois apareceram.
"Olívia!" — Joe chamou — "Sou eu, Joe."
"Olá, Joe!" — ela sorriu — "Vem até aqui, não quer subir?"
"Não, não. Vamos dar uma volta enquanto tá vazio, o que acha? Vem!"
"São muito novinhos..." — comentou a morena, avaliando Joe e dando risadas — "Ele tem um carro legal, mas eu acho que não."
"Ta com medo?" — perguntou Joe, sorrindo.
"Eu não tenho medo." — respondeu Olívia — "Eu adoro a velocidade. Aliás, meu ex namorado sempre me levava para as corridas."
"O que está esperando?" — Joe ergueu as sobrancelhas.
 Olívia se sentiu desafiada e olhou para a amiga, e em seguida as duas desceram.
 Joe e os outros andavam a toa pela cidade, com o rap no carro no último volume e com muitas bebidas. Jacob o avisou uma vez para não beber, pois era ele quem dirigia, mas com a distração da outra amiga de Olívia, ele também se esqueceu disso em alguns segundos. Era uma vibe estranha e alucinante que estava rolando. A amiga de Olívia ainda tinha alguns cigarros no bolso, o que dividiu com todos ali no carro. Ninguém sabia que era maconha, mas Joe e Jacob não estavam nem aí. Joe começou a fazer algumas travessuras na direção, como ficar balançando o carro em zigue-zague. No começo foi divertido, mas ele não estava mais enxergando nada. Estava sentindo coisas estranhas, estava rindo sozinho... Mas estava fora de si. Olívia começou a pedir para ele parar com as palhaçadas na direção, mas ele não conseguia. Jacob pediu para que ele parasse, mas quando ele tentava, ele não conseguia. Ele não sabia o que estava fazendo. As pessoas do carro começaram a gritar e pedir que ele parasse, mas ele não conseguia. O carro estava ficando desgovernado e não havia nada para se fazer. Jacob balançava Joe, mas o garoto começava a ficar sonolento e sem importância.
 De repente todos do carro gritaram. Gritaram em uníssono. O carro se aproximava diante de um montão de pessoas, e estava completamente desgovernado. As pessoas que estavam sentadas em mesas se levantaram rapidamente ao ver o carro maluco chegando. O carro deu um canta pneus e acertou tudo que viu na frente. Feiras e mais coisas. Cadeiras, mesas, vidros, e até quase pessoas. Acertou tudo que viu. Olívia gritava muito, estava assustada. Jacob ficou apavorado ao ver que o carro se aproximava de outro, e balançou Joe. O carro bateu em outro carro branco, fazendo os vidros quebrarem e Joe cair inconsciente no banco ao lado, onde tinha Olívia.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Episódio 4 - A Year Without Rain

Toda positividade eu desejo à você, pois precisamos disso nos dias de luta. — Charlie Brown Jr.

Quarto de Selena
Highland Private School
Selena's POV

 Estava arrumando minhas coisas com Isabella em meu quarto, enquanto aguardava minha tão gloriosa viagem de férias.

Isabella: Você não acha estranho o seu pai ter estado aqui ontem e nem ter vindo falar com você? — ela dobrava algumas roupas minhas e as colocava na mala.
Selena: Não — dei uma risada, pegando um retrato de meu pai na cabeceira, dando um leve beijinho nela. — Esse é o jeito dele de me dizer que está zangado. Mas eu acho que no avião eu vou levar uns 2 minutos pra ele ficar calmo — nós rimos com a ideia.

 Nós ouvimos passos e risadas vindos de fora do quarto, e depois vimos Joe e mais uma garota — da qual não me lembrava o nome — passando ali, rindo e se agarrando. Joe não prestava, isso era fato. A garota olhou para dentro do quarto e do nada sua expressão mudou. Ela largou Joe imediatamente e entrou, com uma cara de horror.

"Quem fez isso no meu quarto?" — ela arregalou os olhos, olhando para sua cama.

 Foi quando eu me toquei. A parte de sua cama estava muito bagunçada, com roupas jogadas para todos os lados, estava realmente horrível.

"Aposto que foi você, não é?" — ela se virou para mim, com um olhar mortal.
Selena: Ah, calma, não se estressa! Em vez de ficar reclamando, porque você não dá um trato no seu cabelo? Me desculpa, mas essas pontas estão horríveis — soltei uma risdada bem propícia para o momento — Não fica zangada...
"Sabe que eu não te suporto? Vou agora mesmo pedir que me mudem de quarto!" — ela praticamente berrou e me jogou uma peça de roupa, saindo do quarto logo em seguida.
Isabella: Espera aí! — ela tentou chamar a garota de volta.
Selena: Você viu? Ela jogou isso em mim! — apontei para a peça de roupa.
Joe: É, Selena, exagerou! — quase tinha me esquecido de que Joe estava ali, e agora ele entrava no quarto, montado em sua jaqueta de couro e roupas caras — Sinceramente, eu acho que você não devia arrumar um escândalo depois do que fez ontem.
Selena: Quer saber? Acho bom não esquecer que estou acima do bem e do mal — me levantei, ficando de frente pra ele.
Joe: Pode até ser. Mas se for expulsa, me diz, como é que você e eu vamos ficar juntos?
Selena: Nossa, que lindo! — soltei uma gargalhada, me virando para Isabella e em seguida para Joe — Sabe qual é o problema, fofinho? Eu não tenho vocação pra babá. Entendeu, bebezinho?
Joe: Bebê? — ele ergueu uma sobrancelha.

 Eu dei uma risada, ainda o encarando. Joe era assim: fuzilava quem ele via pela frente. Isso era fato, e não iria mudar. Já havia pegado mais da metade das garotas da escola e sempre estava em busca de novos ares.

Jayden: Selena!

 Ouvi aquela voz e me virei pra porta, vendo meu pai ali parado. Dei um enorme sorriso.

Selena: Pai!! — meus olhos brilharam, eu pude sentir. Que saudade! Eu corri para abraça-lo.
Jayden: Podem nos deixar a sós por um momento, por favor? — ele falou com Isabella e Joe no quarto.
Joe: Claro! Com licença — ele deu um sorriso leve e se retirou.
Isabella: Olá, senhor! — ela deu um enorme sorriso, o abraçando — Com licença!

Selena: Pai, que bom que você veio! — bati palminhas de felicidade — O que aconteceu?
Jayden: Aconteceu uma coisa muito grave, filha.
Selena: Ah, que cara séria é essa? Porque você não me ajuda a arrumar a minha mala? Na viagem você me conta tudo com calma, e...
Jayden: Não vai ter mais viagem, Selena! — meus joelhos vacilaram — Esqueça as férias.
Selena: C-como assim? — sussurrei, perplexa.
Jayden: É o castigo pelo que você fez.
Selena: Pai, mas... Eu nunca vejo você, pai. Nem nos fins de semana você está comigo. Pai, porque não coloca um lacinho em mim e me dá de presente? — não queria meus olhos marejados, mas não podia evitar. Logo comigo!
Jayden: Me desculpe, mas isso é pro seu bem. Você tem que aprender a respeitar as normas.
Selena: Se não me levar... Eu não vou te perdoar nunca — chorei, e chorei mesmo. Ele apenas balançou a cabeça.
Jayden: Eu sinto muito. É uma lição que eu tenho que te dar, ainda que me doa. O que você fez foi demais, Selena! Fez um papel ridículo no colégio, e...
Selena: Ta, eu sei, isso importa muito! Mas eu fiquei te esperando, pai. Eu preparei uma coreografia pra você. Eu estava esperando você chegar pra me ver e você não chegou! — minhas lágrimas não tinham limites — Mas você se importa mais com o ridículo, não é? Se importa mais com o ridículo do que os sentimentos da sua filha. Você sabe o que eu senti?! Eu te esperei horas, pai, e você nem apareceu! — corri, saindo do quarto. se ficasse mais um minuto, eu enlouqueceria.

Brooklyn
Nova York
Demi's POV

 Fui até a praça e esperei. Esperei por ele contando os segundos, pois o que eu queria fazer não podia ser feito em outra hora. A notícia que minha mãe me dera antes ainda rondava em minha cabeça, isso ajudava para meu ódio crescer. Avistei um carro parando e me levantei do banco, vendo-o sair do mesmo. Meu "pai".

"Mandou me chamar? Bem, estou aqui." — ele olhava para o relógio quando falava. Patético.
Demi: Escuta aqui...
"Por favor, filha, não faça assim. Eu sou o seu pai."
Demi: Ah é? Não me diga, já tinha esquecido, eu não vejo você.
"Olha, minha filha, por favor..."
Demi: Me chama de Demi, os estranhos me chamam assim! E se quer que eu vire freira, deixa eu te dizer que...
"Não, não! É um internato, não é um convento."
Demi: Pra mim dá na mesma, ok? Esquece, não vou aceitar!
"Olha, você é muito nova pra entender, mas quando for adulta vai entender e me agradecer." — ele deu um sorriso satisfatório. Mas porque estava rindo? Eu nunca iria agradecê-lo, ele estava ficando louco.

Nesse momento olhei para os lados. Não queria olhar para o homem á minha frente, aquilo não me agradava. Vi que o motorista do brutamontes estava conversando com dois policiais sobre o carro estar mal estacionado, e do nada me veio uma ideia brilhante, como uma lâmpada brilhando em cima de minha cabeça.

Demi: Tem razão — dei um sorriso para ele, dessa vez "amigável" — Papai — soltei um suspiro e o abracei imediatamente — Senti muito a sua falta, paizinho! — ninguém estava vendo isso, certo?
"Eu também, minha filha." — ouvi um riso. O velho havia ficado realmente feliz e satisfeito.
Demi: Me abraça forte! — forcei uma voz de menininha realmente sentida pelo pai. Ele deu mais um riso e me abraçou mais forte. — Me dá um beijo — minha voz soava de carência.
"Claro, claro. Muitos" — ele beijou o topo de minha cabeça — "Eu te amo, meu amor."
Demi: Ah, me solta! — berrei de repente, o empurrando pra longe. Seu rosto tomou uma expressão confusa — Velho, safado, imundo! Me solta! Me solta! — eu gritava mais uma vez e ele não entendia nada. Pude ver os policiais se aproximando e fiz o drama ficar pior.
Policial: O que está acontecendo?
Demi: Esse velho queria abusar de mim, seu estúpido! — gritei, e tentei forçar um choro. Ah, nem sou mal.
Policial: Venha conosco... — disse pegando no braço de meu "pai".
"Espera, eu posso explicar, é minha filha... DEMI!!"

Saí correndo antes que pudesse sobrar pra mim. Sabia que ele não chegaria nem perto da delegacia, iria conseguir subornar os policiais fácil, mas não queria olhá-lo de novo. Nunca mais.

Highland Private School — 8:00 a.m

"E desse lado ficam os dormitórios." — falou a secretária com uma mulher baixinha e loira, apresentando-a para a escola enquanto as duas andavam pelos corredores do Highland. — "Claro, as mulheres e os homens são bem separados, como deve ser. No Highland Private temos três objetivos fundamentais: disciplina, excelência acadêmica e respeito."
"Escuta, eu quero perguntar uma coisa: o que me interessa saber sobre a bolsa?" — perguntou a mulher, parecendo impaciente.
"Ah sim! A cada ano um jovem de poucos recursos tem a oportunidade de entrar para o nosso colégio. Eles fazem uma prova muito rigorosa, porque temos que ter certeza de que tem o nível intelectual adequado."
"É bom, porque na realidade eu..."
"Emma!" — gritou a garota que havia saído do quarto de Selena nervosa, descendo as escadas 'soltando fogo pelas ventas' e indo até a secretária — "Eu quero que você me mude de quarto! Eu não suporto a Selena! Quem ela pensa que é? A rainha da Inglaterra?"
Emma: Está bem, minha filha, arrume suas coisas, depois conversamos — deu um sorriso amarelo de vergonha, fuzilando a aluna com os olhos, que saiu ainda nervosa. Ela se virou para a mulher, ainda nervosa — Aqui os alunos se sentem como se estivessem na casa deles. Além disso, nas férias nós oferecemos o Vacance Club.
"O que é isso?"
Emma: Um clube de férias.
"Ah sim, o clube!" — falou ela, animada.
Emma: É um lugar, como eu vou dizer, aonde os alunos descansam, e vão se conhecendo uns aos outros antes de começarem o ano letivo. Eu me refiro aos alunos novos, como a sua filha.
"Bom, ela não é minha filha. É minha sobrinha, mas eu a amo como se fosse minha filha."
Emma: Ah sim, claro! Venha por aqui.

As duas seguiram na direção de outro corredor, mas foram paradas novamente, dessa vez pelo secretário Collins e seu seguranças.

"Desculpe, Emma." — disse a esposa de Michael, com seu inseparável cigarro e suas roupas de grife — "Mas onde nós podemos encontrar o Joezinho?" — sua voz era irritante para Emma, que franziu o nariz com o cheiro do cigarro.
"Imagino que esteja no quarto dele terminando de arrumar as coisas." — respondeu, friamente.
"Que sapatos lindos!" — falou a mulher ao lado de Emma, apontando para os sapatos da 'primeira dama'.
"Obrigada!"
"Podem ir ao quarto, já sabem onde é!" — falou Emma, dando espaço para os dois passarem.
"Com licença." — disse Michael, com seu jeito frio e arrogante.
"Não é Collins, o secretário?!"perguntou a mulher, com os olhos brilhando.

Highland Private School — 8:30 a.m — Joe's POV

 Arrumei minha bolsa o mais rápido que pude, colocando tudo que eu precisava. A minoria, na verdade. Iria deixar tudo no guarda-roupa de meu quarto do colégio mesmo e iria sair dali o quanto antes. Não queria ficar nessa escola, era fato. Onde estava minha liberdade de expressão? Eu queria fazer o que eu quisesse! Jacob também estava apressado para sair, e nós partimos antes de qualquer um chegar, inclusive meu pai, que eu sabia que chegaria ali a qualquer momento.
 Rapidamente saí pelos fundos da escola com Jacob e o táxi já nos esperava lá fora. Sorri com a oportunidade e entramos, partindo.

Highland Private School — 8:35 a.m

 O pai de Joe estava quase chegando em seu quarto, quando um garoto desconhecido o parou no meio do caminho.
"Senhor Collins?" — falou ele, meio acanhado.
Michael: Sim?
"Aqui tem um recado do Joe." — falou ele, entregando um bilhetinho nas mãos do secretário — "Foi ele que deixou."
Michael: Um recado do Joe? — o garoto apenas balançou a cabeça e saiu. Michael abriu o bilhete e o leu, e sua cabeça pareceu latejar. Fechou os punhos automaticamente com a raiva que o tomava naquele momento — É o cúmulo!
"O que foi?" — perguntou sua esposa, chegando mais perto.
Michael: "Papai e mamãe, eu fui embora, não importa pra onde, não se preocupem, eu sei me virar sozinho." — ele ditou, cada vez mais furioso — Termina dizendo: Depois eu ligo.
"Ele fugiu!"

9:10 a.m — Joe's POV

 Havia chegado rápido á casa de um amigo meu da região. Ele não usava aquela casa, então já era minha pelo tempo que eu quisesse. Eu e Jacob já estávamos sentados na beira da piscina, sem camisa, sendo mimados por uma empregada bem eficiente. Até que uma hora ela apareceu sem ser chamada.

"É do colégio." — ela nos estendeu um telefone, e minha mão gelou. Peguei-o rapidamente e ela saiu.
Jacob: Cara, e agora? Vai dar rolo! — ele sussurrava enquanto eu tampava a entrada de som com a mão.
Joe: Atende você — estendi o telefone para ele — Faz a voz do papai...
Jacob: O que?! Tá maluco?!
Joe: Jacob, por favor! meu pai quer saber onde eu to.
Jacob: Cara, vai dar o maior rolo da história! — ele pegou o telefone, dando umas tossidas e abafando a voz — Alô... Bom dia... Sim, não se encontra... Não, não está aqui... Jacob chegou aqui a algum tempo... Sim, com muito prazer... Bom dia.

Ele desligou e nós nos olhamos. Aliviados e assustados.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Episódio 5 - 7 Things

Não tem como fazer sentido porque a vida não tem sentido. Nascer para morrer? Amar para se decepcionar? A vida é feita de desapegos, do início ao fim. — Querido John.

Nova York 13:30 p.m

 Ainda na casa e seu "amigo", Joe e Jacob estavam literalmente fugindo de um problema que teriam que enfrentar. Joe conhecia muito bem o pai que tinha, e Jacob sabia disso, mas não recusava uma aventurazinha com o amigo.
"O telefone tá tocando." — falou Joe, se levantando da grama ao ouvir o toque irritante do telefone.
"Telefone?" — Jacob "acordou".
"É! Onde está..." — Joe tateou a grama e o pano debaixo de si. "Ali!" — apontou para perto da piscina.
"Que olhos, hein!" — Jacob ironizou, pegando o telefone das mãos de Joe "Vamos lá! Vou atender porque pode ser da escola." — ele atendeu — "Alô, boa tarde?" — Jacob fazia uma voz diferente, mais grossa, mas depois de 2 minutos sua voz voltou ao normal — "Ah, ele não está, saiu a uns 2 dias, quem fala?" — em seguida olhou para Joe, tirando o telefone do ouvido, sussurrando — "É uma tal de Olívia, amiga do Alexander." — Joe deu um sorriso malicioso, igualmente do de Jacob, e o garoto colocou no viva-voz, fazendo Joe chegar mais perto e escutar.
"Ah, eu queria convidar ele pra ir no Café Loud, que vai inaugurar hoje a tarde." — falou Olívia.
"Não importa, Olívia. O Alexander não está, mas eu estou." — Joe agarrou o telefone da mão de Jacob.
"E quem é você?"
"Um amigo dele. Mas agora eu estou com outro amigo. Que tal pegarmos você e sairmos os quatro? Você tem uma amiga?" — Joe e Jacob se encararam com risadas discretas.
"Tenho, mas como vamos reconhecer vocês?"
"Ah, nos reconhecer vai ser fácil. Somos os mais bonitos, estamos na moda, e além disso temos um carrão. E aí?" — Jacob soltou uma risada aos sussurros. Olívia também riu.
"Pode ser."
"Perfeito! Então nos vemos a tarde." — Joe desligou e Jacob soltou um grito eufórico.
"A gente vai se dar bem, cara!" — gritou o garoto, batendo no ombro de Joe — "Mas como nós vamos transformar um táxi num carrão?"
"Jacob, deixa de ser burro! Vamos com o carro da sua mãe." — Joe deu de ombros.
"Ah não, cara, nada disso." — Jacob ficou sério — "Você sabe que eu te apoio em tudo, mas sair com o carro da minha mãe não, ela não vai gostar nada disso..."
"Cara, ninguém vai ficar sabendo. Vai dar tudo certo. Eles vão estar a mais de 500 quilômetros daqui."
"Joe..." — Jacob balançava a cabeça, desaprovando.
"Você avisou os seus pais que eu iria ficar na sua casa, não foi?"
"Não, isso não importa. Com todos os amigos que chegam com o meu irmão meus pais nunca sabem quem está aqui e quem não está." — ele suspirou — "Mas tudo bem, você ligou para os seus pais, cara?"
"Não." — franziu o nariz — "Mas depois eu ligo. Vamos entrar?" — apontou para a piscina.
"Vamos nessa!" — os dois tiraram as camisas mais uma vez e pularam na piscina.

Quarto de Selena, Highland Private School — 14:00 p.m

"O que foi, Isabella?" — perguntou Selena, vendo a amiga olhar cabisbaixa para o chão enquanto ela se olhava incansavelmente no espelho.
"Não é nada, mas é que... Eu não gosto de deixar você sozinha." — respondeu Isabella, se virando para Selena — "A Ava já foi e..."
"Não, a Ava vai ficar fora pouco tempo." — Selena se levantou, indo para perto de Isabella — "Além disso, não vou ficar sozinha, vou ficar com todo o pessoal do Vacance Club."
"Ah amiga, os losers, os perdedores!" — Isabella a olhou irônica.
"Ah, eu sei! Mas lembre-se que eu gosto de transformar as pessoas. Eu gosto que uma menina ou um menino que seja de um jeito de repente se transforme em alguém como você ou como eu." — ela falava caminhando para sua cama, com Isabella a seguindo — "E tem mais, sabe o que eu pensei? Que nessas férias eu vou andar muito com as alunas novas, porque eu vou transformá-la no meu mais novo projeto, e isso leva muito tempo. Não é?"
"Selena, você não me engana." — Isabella colocou as mãos na cintura — "Você acha tudo isso muito legal, mas eu sei que você tá super mal por causa do seu pai."
"Qual pai?" — Selena juntou as sobrancelhas, se fazendo de desentendida — "Eu não tenho nenhum pai. É isso aí." — ela se levantou e derrubou o retrato de seu pai da cabeceira — "Escuta, Isabella, eu sou uma menina órfã. O que você acha? Agora vai embora que estão te esperando!" — ela apontou para a porta e voltou a se sentar na cama.
 Isabella sorriu e se sentou ao lado de Selena.
"Selena, sabe... Eu fui o seu melhor projeto. Eu não existia. Graças a você, todo mundo me conhece. Eu nunca vou ter como te agradecer por isso." — Isabella deu um leve sorriso.
 Selena mexeu em algumas mechas da amiga, dando um sorriso doce de alegria. Amava Isabella tanto, que a garota nem podia pensar. Eram amigas fiéis, e sempre seriam.
"Sabe o que você tem que fazer agora?" — Selena a encarou — "A dieta, mocinha!" — Isabella revirou os olhos e as duas se levantaram. Não era de hoje que Selena mandava esse mesmo papo, só por Isabella estar acima do peso — "Vem cá, temos que conversar muito sério. O assunto é aquele, chocolate excessivo!"
"O que?!"
"Sem chocolate, falou?" — as duas riram — "Agora vai, amiga. Faz um dieta."
"Ok." — Isabella se virou para pegar sua mala.
"Não se vista que nem uma idiota e encolha essa barriga. Agora vamos andando, do jeito que eu te ensinei..." — Isabella pegou sua mala e ela e Selena saíram do quarto.

Highland Private School — 14:30 p.m

A limusine de Sophia havia acabado de "pousar" na entrada do Highland. A glamurosa cantora famosa saiu e já recebeu vários olhares em cima dela, do que ela gostava. Deu uns sorrisos e recebeu uns olhares nervosos, mas logo olhou para o lado e não viu Demi. Sophia bufou e olhou para dentro do carro.
"Anda, Demi, sai logo desse carro." — insistiu Sophia. Demi revirou os olhos — "Anda!"
 Demi bufou e saiu bufando do carro. Sua mãe a olhou com reprovação. Demi saíra do visual de cabelo preto para um loiro com mechas azuis. A garota tomava uma lata de Red Bull e não encontrava os olhos da mãe.
"Justo hoje tinha que pintar o cabelo com essas cores, não é, filha? Não é uma boa imagem pra um colégio."
"O velho decrépito paga a conta, então... Perfeito! Vão ter que me aceitar do jeito que eu sou, se não eu vou embora feliz da vida." — ela revirou os olhos, dando mais um gole na lata.
"Por favor, Demi, faça um esforço. Pelo menos uma vez na sua vida tem que fazer uma coisa que não quer."
"Tá, mas olha o que eu tenho que fazer. Olha só, mãe, parece que eu to no jardim de infância! Olha, tem bebê! Parece que eu vim desfilar de lancheira, isso sim." — ela se encostou no carro, bebendo mais uns goles do energético.
"Mas... Eles tem a mesma idade que você, Demi."
"Rá! Física e não mental. Eu estou a anos-luz deles." — ela deu um sorriso irônico.
"Demi, são só 2 anos, está bem? Quando se formar eu pago uma viagem pelo mundo, mas agora comporte-se bem, por favor." — Sophia suspirou, passando as mãos no rosto de Demi — "Demi, eu morro se me separar de você, filha. Eu te amo."
"Mãe, porque não joga gasolina em mim e acende um fósforo?" — Demi arrancou as mãos de Sophia de si — "Se quer me queimar, não precisa me abraçar no meio de toda essa gente, fala sério!"
"Demi, eu... Eu só quero te fazer um carinho, filha." — tentou acariciar Demi novamente.
"Mãe, não faz drama, ok?" — Demi suspirou, sussurrando — "Ninguém vai nos separar."

"Você já viu a aluna nova?" — falou Selena com Isabella quando chegavam á entrada da escola, onde continha uma enorme aglomeração de alunos que chegavam. — "Ah, tadinha! Ela é daquelas que acordam e colocam a primeira roupa que encontram."
"Que horror, né?" — resmundou Isabella.
"Não, Isabella, não é um horror. Porque assim eu tenho alguma coisa pra fazer." — sorriu — "Só que eu acho que vou levar o verão inteirinho pra transformar essa coitadinha, porque essa é uma missão muito complicada."
"Você quer dizer missão impossível, não é?"
"Não, não! Pra Selena Gomez nada é impossível, queridinha! Vem!" — disse ela, puxando a mão de Isabella e a levando para perto da limusine gigantesca que se instalara ali, que na verdade as duas estavam falando de Demi, que ainda conversava com sua mãe — "Oi! Eu sou Selena Gomez." — estendeu a mão para Demi, com um enorme sorriso. — "E você?"
 Demi revirou os olhos, como se não tivesse nem percebido a chegada de Selena.
"Oi. Eu sou Sophia Jones." — Sophia apertou a mão de Selena, vendo que Demi não iria fazer isso — "E essa é a minha filha Demi. Cumprimente essas meninas lindas, Demi, por favor." — Sophia cerrou os dentes, torcendo para Demi ser o mínimo de legal.
"E aí." — Demi disse, dando mais uns goles na bebida.
"Oi." — Selena falou novamente, dessa vez mais baixo e com certo tom de desprezo.
"Fica conversando com elas que eu vou ver o diretor, está bem? Com licença." — Sophia deu um sorriso simpático para Selena e Isabella e saiu, deixando as três juntas.
"Olha, me desculpa, mas... Eu não sei, eu acho que a sua mãe não gosta muito de você. Ela só compra essas roupas feias pra você, não é?" — Selena disse, franzindo o nariz — "Mas não se preocupe! Eu entendo muito de moda e hoje vamos fazer um ritual. Vamos queimar todas essas roupas feias que você trouxe, e eu tenho roupas novas incríveis, e eu posso te emprestar, são lindas, você vai adorar!" — ela mostrava um sorriso radiante. Demi apenas sorria, e se perguntava em que hospício havia vindo parar dessa vez.
"Acho que primeiro temos que levá-la ao salão de beleza, porque ela precisa mudar esse visual." — falou Isabella, num tom decadente. Demi as olhou séria por falarem de seu cabelo, agora multicolorido.
"É, tem razão." — Selena avaliou o cabelo de Demi.
 Demi riu e se aproximou das garotas.
"Não tanto quanto vocês duas precisam de uma mudança de cérebro!" — e colocou a lata da bebida no meio dos seios de Isabella, fazendo a garota gritar e pular pra trás.
"Que isso! Tá gelado, sua idiota!" — Isabella gritou, tirando rapidamente a latinha de sua roupa. Selena a encarou espantada e aquilo já estava atraindo olhares curiosos pra garota nova.
"Espera aí, qual é o seu problema?" — Selena arfou.
"Ué, era a coisa mais parecida com uma lata de lixo que eu encontrei. Redonda e verde." — Demi riu.
"Você é uma estúpida!" — gritou Isabella, bufando.
"Não, espera! Você não vai fazer isso com a minha amiga!"
"Fica calma, menina, também tem pra você." — Demi pegou a latinha das mãos de Isabella e jogou o líquido na cabeça de Selena. A garota gritou espantada, empurrando a mão de Demi.
"O QUE ESTÁ PENSANDO?!" — gritou Selena, cheia de ódio. Os alunos ali se aglomeraram em maior número, soltando risadas.
"Tchauzinho, meninas. Bom conhecer vocês." — Demi sorriu e caminhou para dentro da escola.
"Meu cabelo! Me ajuda, Isabella!" — Selena estava apavorada, e já sabia com o que teria que lidar.

Nova York — 16:00 p.m

"Hey love, you wanna be my girl..."Joe cantarolava um rap com Jacob enquanto os dois se encaminhavam para o Café. Joe tamborilava com os dedos no volante enquanto cantavam, e após muitas discussões, tinham conseguido pegar o carro da mãe de Jacob.
 Chegando no local, Joe e Jacob rolaram os olhos procurando as garotas. Viram duas garotas sentadas em uma mesa na parte de fora. Uma delas é loira dos cabelos cacheados e olhos azuis, a outra morena que fumava um cigarro. *roupa da loira* *roupa da morena*
"Devem ser aquelas ali." — falou Joe, estacionando o carro.
"Elas são mais velhas do que a gente!" — Jacob pareceu assustado.
"Tranquilo, Jacob, deixa comigo. É melhor que elas sejam mais velhas, não é?"
"Claro!" — Jacob riu.
 Joe abriu o teto solar do carro e os dois apareceram.
"Olívia!" — Joe chamou — "Sou eu, Joe."
"Olá, Joe!" — ela sorriu — "Vem até aqui, não quer subir?"
"Não, não. Vamos dar uma volta enquanto tá vazio, o que acha? Vem!"
"São muito novinhos..." — comentou a morena, avaliando Joe e dando risadas — "Ele tem um carro legal, mas eu acho que não."
"Ta com medo?" — perguntou Joe, sorrindo.
"Eu não tenho medo." — respondeu Olívia — "Eu adoro a velocidade. Aliás, meu ex namorado sempre me levava para as corridas."
"O que está esperando?" — Joe ergueu as sobrancelhas.
 Olívia se sentiu desafiada e olhou para a amiga, e em seguida as duas desceram.
 Joe e os outros andavam a toa pela cidade, com o rap no carro no último volume e com muitas bebidas. Jacob o avisou uma vez para não beber, pois era ele quem dirigia, mas com a distração da outra amiga de Olívia, ele também se esqueceu disso em alguns segundos. Era uma vibe estranha e alucinante que estava rolando. A amiga de Olívia ainda tinha alguns cigarros no bolso, o que dividiu com todos ali no carro. Ninguém sabia que era maconha, mas Joe e Jacob não estavam nem aí. Joe começou a fazer algumas travessuras na direção, como ficar balançando o carro em zigue-zague. No começo foi divertido, mas ele não estava mais enxergando nada. Estava sentindo coisas estranhas, estava rindo sozinho... Mas estava fora de si. Olívia começou a pedir para ele parar com as palhaçadas na direção, mas ele não conseguia. Jacob pediu para que ele parasse, mas quando ele tentava, ele não conseguia. Ele não sabia o que estava fazendo. As pessoas do carro começaram a gritar e pedir que ele parasse, mas ele não conseguia. O carro estava ficando desgovernado e não havia nada para se fazer. Jacob balançava Joe, mas o garoto começava a ficar sonolento e sem importância.
 De repente todos do carro gritaram. Gritaram em uníssono. O carro se aproximava diante de um montão de pessoas, e estava completamente desgovernado. As pessoas que estavam sentadas em mesas se levantaram rapidamente ao ver o carro maluco chegando. O carro deu um canta pneus e acertou tudo que viu na frente. Feiras e mais coisas. Cadeiras, mesas, vidros, e até quase pessoas. Acertou tudo que viu. Olívia gritava muito, estava assustada. Jacob ficou apavorado ao ver que o carro se aproximava de outro, e balançou Joe. O carro bateu em outro carro branco, fazendo os vidros quebrarem e Joe cair inconsciente no banco ao lado, onde tinha Olívia.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Episódio 4 - A Year Without Rain

Toda positividade eu desejo à você, pois precisamos disso nos dias de luta. — Charlie Brown Jr.

Quarto de Selena
Highland Private School
Selena's POV

 Estava arrumando minhas coisas com Isabella em meu quarto, enquanto aguardava minha tão gloriosa viagem de férias.

Isabella: Você não acha estranho o seu pai ter estado aqui ontem e nem ter vindo falar com você? — ela dobrava algumas roupas minhas e as colocava na mala.
Selena: Não — dei uma risada, pegando um retrato de meu pai na cabeceira, dando um leve beijinho nela. — Esse é o jeito dele de me dizer que está zangado. Mas eu acho que no avião eu vou levar uns 2 minutos pra ele ficar calmo — nós rimos com a ideia.

 Nós ouvimos passos e risadas vindos de fora do quarto, e depois vimos Joe e mais uma garota — da qual não me lembrava o nome — passando ali, rindo e se agarrando. Joe não prestava, isso era fato. A garota olhou para dentro do quarto e do nada sua expressão mudou. Ela largou Joe imediatamente e entrou, com uma cara de horror.

"Quem fez isso no meu quarto?" — ela arregalou os olhos, olhando para sua cama.

 Foi quando eu me toquei. A parte de sua cama estava muito bagunçada, com roupas jogadas para todos os lados, estava realmente horrível.

"Aposto que foi você, não é?" — ela se virou para mim, com um olhar mortal.
Selena: Ah, calma, não se estressa! Em vez de ficar reclamando, porque você não dá um trato no seu cabelo? Me desculpa, mas essas pontas estão horríveis — soltei uma risdada bem propícia para o momento — Não fica zangada...
"Sabe que eu não te suporto? Vou agora mesmo pedir que me mudem de quarto!" — ela praticamente berrou e me jogou uma peça de roupa, saindo do quarto logo em seguida.
Isabella: Espera aí! — ela tentou chamar a garota de volta.
Selena: Você viu? Ela jogou isso em mim! — apontei para a peça de roupa.
Joe: É, Selena, exagerou! — quase tinha me esquecido de que Joe estava ali, e agora ele entrava no quarto, montado em sua jaqueta de couro e roupas caras — Sinceramente, eu acho que você não devia arrumar um escândalo depois do que fez ontem.
Selena: Quer saber? Acho bom não esquecer que estou acima do bem e do mal — me levantei, ficando de frente pra ele.
Joe: Pode até ser. Mas se for expulsa, me diz, como é que você e eu vamos ficar juntos?
Selena: Nossa, que lindo! — soltei uma gargalhada, me virando para Isabella e em seguida para Joe — Sabe qual é o problema, fofinho? Eu não tenho vocação pra babá. Entendeu, bebezinho?
Joe: Bebê? — ele ergueu uma sobrancelha.

 Eu dei uma risada, ainda o encarando. Joe era assim: fuzilava quem ele via pela frente. Isso era fato, e não iria mudar. Já havia pegado mais da metade das garotas da escola e sempre estava em busca de novos ares.

Jayden: Selena!

 Ouvi aquela voz e me virei pra porta, vendo meu pai ali parado. Dei um enorme sorriso.

Selena: Pai!! — meus olhos brilharam, eu pude sentir. Que saudade! Eu corri para abraça-lo.
Jayden: Podem nos deixar a sós por um momento, por favor? — ele falou com Isabella e Joe no quarto.
Joe: Claro! Com licença — ele deu um sorriso leve e se retirou.
Isabella: Olá, senhor! — ela deu um enorme sorriso, o abraçando — Com licença!

Selena: Pai, que bom que você veio! — bati palminhas de felicidade — O que aconteceu?
Jayden: Aconteceu uma coisa muito grave, filha.
Selena: Ah, que cara séria é essa? Porque você não me ajuda a arrumar a minha mala? Na viagem você me conta tudo com calma, e...
Jayden: Não vai ter mais viagem, Selena! — meus joelhos vacilaram — Esqueça as férias.
Selena: C-como assim? — sussurrei, perplexa.
Jayden: É o castigo pelo que você fez.
Selena: Pai, mas... Eu nunca vejo você, pai. Nem nos fins de semana você está comigo. Pai, porque não coloca um lacinho em mim e me dá de presente? — não queria meus olhos marejados, mas não podia evitar. Logo comigo!
Jayden: Me desculpe, mas isso é pro seu bem. Você tem que aprender a respeitar as normas.
Selena: Se não me levar... Eu não vou te perdoar nunca — chorei, e chorei mesmo. Ele apenas balançou a cabeça.
Jayden: Eu sinto muito. É uma lição que eu tenho que te dar, ainda que me doa. O que você fez foi demais, Selena! Fez um papel ridículo no colégio, e...
Selena: Ta, eu sei, isso importa muito! Mas eu fiquei te esperando, pai. Eu preparei uma coreografia pra você. Eu estava esperando você chegar pra me ver e você não chegou! — minhas lágrimas não tinham limites — Mas você se importa mais com o ridículo, não é? Se importa mais com o ridículo do que os sentimentos da sua filha. Você sabe o que eu senti?! Eu te esperei horas, pai, e você nem apareceu! — corri, saindo do quarto. se ficasse mais um minuto, eu enlouqueceria.

Brooklyn
Nova York
Demi's POV

 Fui até a praça e esperei. Esperei por ele contando os segundos, pois o que eu queria fazer não podia ser feito em outra hora. A notícia que minha mãe me dera antes ainda rondava em minha cabeça, isso ajudava para meu ódio crescer. Avistei um carro parando e me levantei do banco, vendo-o sair do mesmo. Meu "pai".

"Mandou me chamar? Bem, estou aqui." — ele olhava para o relógio quando falava. Patético.
Demi: Escuta aqui...
"Por favor, filha, não faça assim. Eu sou o seu pai."
Demi: Ah é? Não me diga, já tinha esquecido, eu não vejo você.
"Olha, minha filha, por favor..."
Demi: Me chama de Demi, os estranhos me chamam assim! E se quer que eu vire freira, deixa eu te dizer que...
"Não, não! É um internato, não é um convento."
Demi: Pra mim dá na mesma, ok? Esquece, não vou aceitar!
"Olha, você é muito nova pra entender, mas quando for adulta vai entender e me agradecer." — ele deu um sorriso satisfatório. Mas porque estava rindo? Eu nunca iria agradecê-lo, ele estava ficando louco.

Nesse momento olhei para os lados. Não queria olhar para o homem á minha frente, aquilo não me agradava. Vi que o motorista do brutamontes estava conversando com dois policiais sobre o carro estar mal estacionado, e do nada me veio uma ideia brilhante, como uma lâmpada brilhando em cima de minha cabeça.

Demi: Tem razão — dei um sorriso para ele, dessa vez "amigável" — Papai — soltei um suspiro e o abracei imediatamente — Senti muito a sua falta, paizinho! — ninguém estava vendo isso, certo?
"Eu também, minha filha." — ouvi um riso. O velho havia ficado realmente feliz e satisfeito.
Demi: Me abraça forte! — forcei uma voz de menininha realmente sentida pelo pai. Ele deu mais um riso e me abraçou mais forte. — Me dá um beijo — minha voz soava de carência.
"Claro, claro. Muitos" — ele beijou o topo de minha cabeça — "Eu te amo, meu amor."
Demi: Ah, me solta! — berrei de repente, o empurrando pra longe. Seu rosto tomou uma expressão confusa — Velho, safado, imundo! Me solta! Me solta! — eu gritava mais uma vez e ele não entendia nada. Pude ver os policiais se aproximando e fiz o drama ficar pior.
Policial: O que está acontecendo?
Demi: Esse velho queria abusar de mim, seu estúpido! — gritei, e tentei forçar um choro. Ah, nem sou mal.
Policial: Venha conosco... — disse pegando no braço de meu "pai".
"Espera, eu posso explicar, é minha filha... DEMI!!"

Saí correndo antes que pudesse sobrar pra mim. Sabia que ele não chegaria nem perto da delegacia, iria conseguir subornar os policiais fácil, mas não queria olhá-lo de novo. Nunca mais.

Highland Private School — 8:00 a.m

"E desse lado ficam os dormitórios." — falou a secretária com uma mulher baixinha e loira, apresentando-a para a escola enquanto as duas andavam pelos corredores do Highland. — "Claro, as mulheres e os homens são bem separados, como deve ser. No Highland Private temos três objetivos fundamentais: disciplina, excelência acadêmica e respeito."
"Escuta, eu quero perguntar uma coisa: o que me interessa saber sobre a bolsa?" — perguntou a mulher, parecendo impaciente.
"Ah sim! A cada ano um jovem de poucos recursos tem a oportunidade de entrar para o nosso colégio. Eles fazem uma prova muito rigorosa, porque temos que ter certeza de que tem o nível intelectual adequado."
"É bom, porque na realidade eu..."
"Emma!" — gritou a garota que havia saído do quarto de Selena nervosa, descendo as escadas 'soltando fogo pelas ventas' e indo até a secretária — "Eu quero que você me mude de quarto! Eu não suporto a Selena! Quem ela pensa que é? A rainha da Inglaterra?"
Emma: Está bem, minha filha, arrume suas coisas, depois conversamos — deu um sorriso amarelo de vergonha, fuzilando a aluna com os olhos, que saiu ainda nervosa. Ela se virou para a mulher, ainda nervosa — Aqui os alunos se sentem como se estivessem na casa deles. Além disso, nas férias nós oferecemos o Vacance Club.
"O que é isso?"
Emma: Um clube de férias.
"Ah sim, o clube!" — falou ela, animada.
Emma: É um lugar, como eu vou dizer, aonde os alunos descansam, e vão se conhecendo uns aos outros antes de começarem o ano letivo. Eu me refiro aos alunos novos, como a sua filha.
"Bom, ela não é minha filha. É minha sobrinha, mas eu a amo como se fosse minha filha."
Emma: Ah sim, claro! Venha por aqui.

As duas seguiram na direção de outro corredor, mas foram paradas novamente, dessa vez pelo secretário Collins e seu seguranças.

"Desculpe, Emma." — disse a esposa de Michael, com seu inseparável cigarro e suas roupas de grife — "Mas onde nós podemos encontrar o Joezinho?" — sua voz era irritante para Emma, que franziu o nariz com o cheiro do cigarro.
"Imagino que esteja no quarto dele terminando de arrumar as coisas." — respondeu, friamente.
"Que sapatos lindos!" — falou a mulher ao lado de Emma, apontando para os sapatos da 'primeira dama'.
"Obrigada!"
"Podem ir ao quarto, já sabem onde é!" — falou Emma, dando espaço para os dois passarem.
"Com licença." — disse Michael, com seu jeito frio e arrogante.
"Não é Collins, o secretário?!"perguntou a mulher, com os olhos brilhando.

Highland Private School — 8:30 a.m — Joe's POV

 Arrumei minha bolsa o mais rápido que pude, colocando tudo que eu precisava. A minoria, na verdade. Iria deixar tudo no guarda-roupa de meu quarto do colégio mesmo e iria sair dali o quanto antes. Não queria ficar nessa escola, era fato. Onde estava minha liberdade de expressão? Eu queria fazer o que eu quisesse! Jacob também estava apressado para sair, e nós partimos antes de qualquer um chegar, inclusive meu pai, que eu sabia que chegaria ali a qualquer momento.
 Rapidamente saí pelos fundos da escola com Jacob e o táxi já nos esperava lá fora. Sorri com a oportunidade e entramos, partindo.

Highland Private School — 8:35 a.m

 O pai de Joe estava quase chegando em seu quarto, quando um garoto desconhecido o parou no meio do caminho.
"Senhor Collins?" — falou ele, meio acanhado.
Michael: Sim?
"Aqui tem um recado do Joe." — falou ele, entregando um bilhetinho nas mãos do secretário — "Foi ele que deixou."
Michael: Um recado do Joe? — o garoto apenas balançou a cabeça e saiu. Michael abriu o bilhete e o leu, e sua cabeça pareceu latejar. Fechou os punhos automaticamente com a raiva que o tomava naquele momento — É o cúmulo!
"O que foi?" — perguntou sua esposa, chegando mais perto.
Michael: "Papai e mamãe, eu fui embora, não importa pra onde, não se preocupem, eu sei me virar sozinho." — ele ditou, cada vez mais furioso — Termina dizendo: Depois eu ligo.
"Ele fugiu!"

9:10 a.m — Joe's POV

 Havia chegado rápido á casa de um amigo meu da região. Ele não usava aquela casa, então já era minha pelo tempo que eu quisesse. Eu e Jacob já estávamos sentados na beira da piscina, sem camisa, sendo mimados por uma empregada bem eficiente. Até que uma hora ela apareceu sem ser chamada.

"É do colégio." — ela nos estendeu um telefone, e minha mão gelou. Peguei-o rapidamente e ela saiu.
Jacob: Cara, e agora? Vai dar rolo! — ele sussurrava enquanto eu tampava a entrada de som com a mão.
Joe: Atende você — estendi o telefone para ele — Faz a voz do papai...
Jacob: O que?! Tá maluco?!
Joe: Jacob, por favor! meu pai quer saber onde eu to.
Jacob: Cara, vai dar o maior rolo da história! — ele pegou o telefone, dando umas tossidas e abafando a voz — Alô... Bom dia... Sim, não se encontra... Não, não está aqui... Jacob chegou aqui a algum tempo... Sim, com muito prazer... Bom dia.

Ele desligou e nós nos olhamos. Aliviados e assustados.